“Condutores que tiverem a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa devem prestar serviços comunitários”, defende Yared. Prestar 120h de atendimento à comunidade, incluindo carregar macas em hospitais públicos e ouvir histórias de famílias vitimadas por acidentes de trânsito, além da multa em dinheiro: essa é a proposta da deputada federal Christiane Yared (PR-PR) como alternativa para educar os motoristas infratores que perderem o direito de dirigir. A declaração ocorreu na tarde desta terça-feira (6), em entrevista à TV Câmara. Yared propõe que a penalidade para o motorista que tiver suspenso o direito de dirigir, possa ser dividida entre multa e trabalhos comunitários. Para a deputada, não basta para o infrator sentir no bolso, seria necessário um contato maior do motorista com vítimas dos acidentes de trânsito para entender as consequências da imprudência ao volante.
“Quando o motorista que cometeu um crime entra em contato com as vítimas, começa a entender que o trânsito é um lugar de todos, e inicia uma mudança de comportamento. Se você paga apenas o dinheiro, não adianta. Precisamos reeducar essas pessoas”, observa Yared.
A proposta tem base na experiência executada há sete anos no instituto Paz no Trânsito, fundado por Yared em Curitiba, cidade natal da deputada. O projeto leva motoristas infratores para prestação de 120h de trabalhos comunitários, entre prestar serviços em hospitais, passar por atendimento psicológico e ouvir histórias das vítimas de acidentes de trânsito.
“Todos os dias, 200 mães choram por crimes cometidos no trânsito. É preciso resgatar a parte humana, colocar o infrator para tirar pessoas da ambulância e levar até a sala de cirurgia.
Em Curitiba os resultados desse projeto são excelentes, com uma baixa reincidência de quem participa”, conta Yared, que teve um filho morto em 2009 vítima da imprudência por parte do ex-deputado estadual Carli Filho.

DEIXE UMA RESPOSTA